Irrompeste em riso quando te lancei aquele olhar penetrante, o Nº11. Entrei-te na alma, toquei no teu ser mais íntimo, sentiste-te invadida mas com agrado, e em vez de um suspiro de prazer, soltaste um riso. O teu marido nada disse, mas pensou, "ah, que engraçado, tão cumplices que eles são, devem ser mesmo amigos".
Amigos nas horas vagas. Apenas amigos, à distância. Porque quando estamos juntos, mesmo no silêncio, somos amantes. Mesmo. Quando ouço Lenny, quando me lembro do teu cabelo, do teu olhar, dos teus dedos finos nos meus, sou teu amante.
- Este ano ainda não fizémos nenhuma asneira, pois não? - tentei confirmar.
- Não quiseste. Gostei mesmo de te ver.
- Estás linda e genuina como sempre. - já sou eu a pôr água na fervura.
- Andamos certinhos.
- Infelizmente, sim. - já aqueci outra vez, caraças.
- Achas?
- Que nos deviamos portar mal? Sim, uma vez por ano. Religiosamente.
- Oh... Queres fazer um test drive?
- Vamos. Qual é a viatura mesmo?
- És irrecusável. Tenho saudade dos sabor dos teus lábios. A viatura sou eu.
16º Aniversário
Há 11 meses

fantastico texto! Gosto das cumplicidades sinceras da vida, porque nada é mais justo e correcto do que os sentimentos que se entrelaçam sem nada fazermos para isso. É ai que somos nós de verdade.
ResponderEliminarContinuação de bom trabalho.
:)
ResponderEliminar(agora sim,cá estás tu)
um dia destes mando mail.
beijo,Z.
Joanne:
ResponderEliminarObigado pela visita. Também acredito da genuinidade, no que é cru e directo. Até pode doer, mas é incomparável e único.
Beijo, aparece mais vezes.
R.:
Minha linda, ainda habitas por aqui?
Óptimo. É sempre um prazer ter noticias tuas.
Espero 'ansiosamente' esse email.
Beijo daqueles